Webhook no n8n: como criar, testar e colocar no ar
Crie o nó Webhook, escolha autenticação e resposta, teste com curl e entenda a diferença entre Test URL e Production URL antes de publicar o workflow.
Por Redação Eleven Host · @robson.direitodigital · 27 de outubro de 2026 · 7 min de leitura

Capa da Redação Eleven Host para o guia: Webhook no n8n: como criar, testar e colocar no ar Arte: Eleven Host
Um webhook no n8n é um endereço que fica esperando: quando outro sistema envia dados para ele, o workflow começa a rodar. Este guia mostra como criar, testar e colocar o webhook no ar, e como resolver os problemas que aparecem.
Os passos seguem a documentação oficial do n8n sobre o nó Webhook. Os nomes dos campos aparecem em inglês, como na tela, e os endereços de exemplo usam n8n.seudominio.com.br.
O que é um webhook
Sem webhook, o n8n precisaria perguntar de tempos em tempos se algo mudou em outro sistema. Com ele, a lógica se inverte: o outro sistema avisa o n8n quando o evento acontece. O nó Webhook é um nó de gatilho, isto é, é ele que inicia o workflow ao receber os dados.
Alguns exemplos genéricos: o envio de um formulário do site, um pedido novo na loja virtual ou um pagamento aprovado no sistema de pagamento. Em cada caso, o sistema de origem manda uma requisição HTTP para o endereço do webhook, com os dados do evento.
O nó também pode devolver uma resposta a quem chamou, com os dados do fim do workflow, e assim funcionar como um endpoint de API.
Passo a passo: criar o webhook no n8n
- Crie um workflow novo no n8n.
- Adicione o nó Webhook como primeiro nó. Ele é um gatilho, então abre o fluxo.
- Em HTTP Method, escolha
POSTse o outro sistema vai enviar dados. O nó aceita DELETE, GET, HEAD, PATCH, POST e PUT. - Em Path, use o caminho aleatório que o n8n já sugere, que evita conflito entre webhooks, ou defina um próprio. O caminho próprio pode ter parâmetros de rota, como
/:variable. - Em Authentication, prefira Header auth a None: com ele, a chamada precisa trazer o cabeçalho definido na credencial.
- Em Respond, escolha como o webhook responde (veja a seção abaixo).
- Clique em Listen for Test Event. O n8n passa a esperar uma chamada na Test URL.
- Copie a Test URL que aparece no próprio nó e faça a chamada de teste.
- Veja os dados chegarem no editor e ligue o próximo nó.
As opções de autenticação
O campo Authentication aceita Basic auth, Header auth, JWT auth (por credenciais do tipo Webhook), n8n User Auth (só para usuários logados na instância) ou None. Com None, o webhook fica sem autenticação. Para dados reais, prefira uma das outras opções.
Como escolher o Respond
O campo Respond define o que o chamador recebe de volta. As opções principais:
- Immediately: o n8n responde logo com a mensagem "Workflow got started". Serve quando o outro sistema só precisa saber que o aviso chegou.
- When Last Node Finishes: devolve a saída do último nó. Serve quando o chamador espera o resultado do workflow.
- Using 'Respond to Webhook' Node: a resposta segue o que você configurar no nó Respond to Webhook.
Há ainda a opção Streaming response, que exige nós com suporte a streaming, como o AI agent.
Prefere começar com o n8n já contratado? Veja os planos a partir de R$ 19,90/mês no n8n Essencial. Conhecer os planos de n8n
Testar o webhook com curl
Com o n8n esperando o evento de teste, rode o comando abaixo no terminal. Copie a URL do próprio nó em vez de montar o endereço à mão: o caminho real é o que aparece lá.
curl -X POST "https://n8n.seudominio.com.br/webhook-test/meu-caminho" -H "Content-Type: application/json" -d '{"nome":"Maria","pedido":123}'
Se você escolheu Header auth, acrescente ao comando o cabeçalho e o valor definidos na sua credencial, no formato -H "nome-do-cabecalho: valor". Sem isso, a chamada não passa pela autenticação configurada.
Depois do comando, o nó Webhook mostra no editor os dados recebidos, neste exemplo nome e pedido. Com os dados à vista, use o campo que precisa no próximo nó. O teste também funciona com o botão Execute workflow, desde que o workflow não esteja ativo.
Test URL x Production URL
Este ponto pede atenção. O nó tem dois endereços, e cada um é registrado em um momento.
- Test URL: o n8n a registra quando você clica em Listen for Test Event ou em Execute workflow, com o workflow inativo. Quando ela é chamada, os dados aparecem no editor.
- Production URL: o n8n a registra quando você publica (ativa) o workflow. Ela não mostra os dados no editor.
A Production URL só passa a valer depois que você publica o workflow, e os dados que chegam por ela ficam na aba Executions, não no editor.
Na prática: monte e teste o fluxo com a Test URL, publique o workflow e troque, no sistema que envia os dados, o endereço de teste pelo de produção. Para conferir o que chegou, abra a aba Executions do workflow.
Problemas comuns
- URL de teste usada em produção. O sistema de origem ficou apontando para o endereço de teste. O n8n registra esse endereço quando está ouvindo o evento de teste. Troque pelo endereço de produção.
- Workflow não ativado. A Production URL só é registrada depois de publicar. Se o workflow estiver inativo, a Production URL não está registrada.
- Erro 404 ou método errado. Confira se o método do nó (por exemplo, POST) é o mesmo que o outro sistema usa, e se o caminho é igual ao do nó, letra por letra. Confira também se o endereço usado (de teste ou de produção) está registrado naquele momento, como descrito na seção Test URL x Production URL.
- Autenticação recusada. O nome do cabeçalho e o valor precisam ser iguais aos da credencial configurada no nó.
- Payload grande. O tamanho máximo é 16 MB. Na instalação própria, dá para mudar esse limite com a variável
N8N_PAYLOAD_SIZE_MAX. - URL com localhost na instalação própria. Atrás de um proxy reverso, o n8n precisa saber o endereço público. A partir da versão 2.35.0, a variável é
N8N_WEBHOOK_URL; nas versões anteriores,WEBHOOK_URL, que gera aviso de depreciação a partir da 2.35.0. Exemplo:N8N_WEBHOOK_URL=https://n8n.seudominio.com.br/. Sem essa variável, o n8n monta o endereço a partir deN8N_PROTOCOL,N8N_HOSTeN8N_PORT, o que não funciona atrás de proxy, porque internamente o n8n roda na porta 5678.
Se você ainda vai instalar o n8n por conta própria, o guia Instalar n8n na VPS: passo a passo com Docker mostra a instalação com Docker, e este artigo cuida do webhook. Para o endereço público, o guia Apontar domínio para VPS: passo a passo com registro A explica o apontamento do domínio.
Segurança do webhook
O webhook recebe chamadas de outros sistemas. Três cuidados ajudam a protegê-lo:
- Autenticação. Use Header auth, Basic auth ou JWT auth em vez de None.
- IP(s) Allowlist. Nas opções do nó, você pode listar os IPs que podem chamar o webhook, quando o sistema de origem tem endereço conhecido.
- Resposta enxuta. Não devolva dados sensíveis na resposta. Com When Last Node Finishes, a saída do último nó vai para quem chamou.
Na instalação própria, o Firewall para VPS: como proteger seu servidor ajuda a deixar abertas só as portas de que o servidor precisa.
Checklist antes de publicar
- O método do nó (POST, por exemplo) é o mesmo que o outro sistema envia.
- A autenticação não está em None.
- O Respond escolhido combina com o que o chamador espera receber.
- Você testou com a Test URL e viu os dados no editor.
- O workflow foi publicado (ativado).
- O sistema de origem aponta para a Production URL, não para a de teste.
- Na instalação própria, a URL pública não mostra localhost.
- A resposta não devolve dados sensíveis.
Procurando um plano de n8n? Conheça os planos, do n8n Essencial a partir de R$ 19,90/mês. Ver planos de n8n
Perguntas frequentes
Por que o webhook funciona no teste e não em produção?
Duas causas possíveis são o workflow ainda não estar publicado e o sistema de origem continuar apontando para a Test URL. A Production URL só é registrada ao publicar o workflow.
Onde vejo os dados que chegam pela Production URL?
Na aba Executions do workflow. A Production URL não mostra os dados no editor, ao contrário da Test URL.
Qual método HTTP escolher no nó Webhook?
Use POST quando o outro sistema envia dados no corpo da requisição. O nó também aceita DELETE, GET, HEAD, PATCH e PUT; o método escolhido precisa ser o mesmo que o sistema de origem usa.
Preciso de autenticação no webhook?
Para dados reais, é o recomendado. O campo aceita Basic auth, Header auth, JWT auth e n8n User Auth. A opção None deixa o endereço aberto a quem o conhecer.
Qual o tamanho máximo do que o webhook recebe?
16 MB por padrão. Na instalação própria do n8n, esse limite pode ser alterado com a variável N8N_PAYLOAD_SIZE_MAX.