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Golpe valores a receber: taxa falsa e como consultar

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Aviso de dinheiro esquecido que cobra taxa ou manda link: o que o Banco Central diz, como funciona a consulta oficial, sinais do golpe e o que fazer se pagou.

Por Redação Eleven Host · @robson.direitodigital · 25 de outubro de 2026 · 8 min de leitura

Arte da Eleven Host: janela de terminal com o título: Golpe valores a receber: taxa falsa e como consultar

Capa da Redação Eleven Host para o guia: Golpe valores a receber: taxa falsa e como consultar Arte: Eleven Host

Golpe valores a receber é o aviso, anúncio ou site que diz que você tem dinheiro esquecido em banco e cobra uma taxa, pede senha ou código, ou manda um link para liberar. Segundo o Banco Central, a consulta oficial é gratuita e não passa por intermediários.

Em outubro de 2026, a reportagem do jornal O Hoje, de 14 de outubro, voltou a reunir as orientações do Banco Central sobre o tema. A promessa do golpe é atraente porque parte de algo que existe: há um sistema oficial para consultar dinheiro esquecido. O golpista copia a ideia e inventa o resto.

Este guia mostra como o golpe se apresenta, como funciona a consulta de verdade, quais sinais denunciam o falso, o que fazer se você pagou ou passou dados e como denunciar. O tom é de serviço, sem pânico.

Como o golpe se apresenta

O Sistema Valores a Receber, chamado de SVR, é do Banco Central e serve para consultar dinheiro esquecido em bancos e outras instituições. O golpe usa esse nome e monta uma cena parecida: um site ou aplicativo falso simula a consulta, "mostra" um valor para você e cobra uma "taxa" para liberar o dinheiro.

Os alertas do Banco Central, de 2023 e 2024, relatam mensagens por app de mensagem, SMS e e-mail com links de "consulta facilitada". O Banco Central citou também vídeos feitos com inteligência artificial que imitam celebridades e autoridades para dar ar de verdade à oferta.

Imagine uma mensagem como: "Você tem valores esquecidos a receber. Consulte e libere agora pelo link." O exemplo é fictício, sem número, link ou marca reais. Repare no desenho: um dinheiro que surge do nada, um link no lugar do endereço oficial e um pedido de pagamento ou de dados logo adiante.

O que o Banco Central orienta

Segundo o Banco Central, em orientações repercutidas pela reportagem de O Hoje, a consulta é gratuita e deve ser feita exclusivamente pela plataforma oficial. O serviço, ainda segundo o banco, não exige pagamento de intermediários para liberar os recursos.

O Banco Central também afirma que não envia links nem entra em contato para pedir senhas, códigos de acesso ou dados pessoais relacionados ao resgate. Portanto, mensagem com link que pede esses dados foge do que o próprio órgão descreve.

Entenda

As orientações falam do que o Banco Central diz sobre o seu próprio sistema. Isso não significa que todo golpe use o nome do banco: o mesmo truque do "dinheiro a receber" pode aparecer com outros nomes. A conferência que vale é a mesma, feita no canal oficial.

Como funciona a consulta oficial

A consulta começa no endereço oficial, que você mesmo digita no navegador: valoresareceber.bcb.gov.br. Outra forma é buscar pelo site do Banco Central e entrar por lá. O importante é não chegar ao sistema por link recebido em mensagem.

Para consultar, a pessoa informa o CPF e a data de nascimento. No caso de empresa, são usados os dados do CNPJ. Para ver o valor e pedir o dinheiro, o sistema pede uma conta gov.br de nível prata ou ouro, quando isso for exigido.

A devolução pode ser feita por Pix, quando essa opção estiver disponível, e o prazo é informado pelo próprio sistema. Quem não tem chave Pix combina a devolução com a instituição que aparece na consulta. Quem devolve o dinheiro é essa instituição financeira, e o contato, se houver, parte dela. Você pode confirmar esse contato pelos canais oficiais da própria instituição.

  1. Digite o endereço oficial no navegador, sem usar link de mensagem.
  2. Informe o CPF e a data de nascimento, ou os dados da empresa.
  3. Entre com a conta gov.br, no nível exigido pelo sistema.
  4. Se houver valor, siga a opção de recebimento que o sistema mostrar: Pix ou contato com a instituição indicada.

Fora do assunto do Banco Central, um cuidado do dia a dia: ao deixar o seu número em cadastros pontuais de outros sites, um número temporário evita expor o seu número pessoal. Conhecer o 11SMS

Sinais de que a oferta é falsa

Nos passos da consulta oficial não aparecem: pagamento de taxa a terceiros, senha de banco enviada por mensagem ou código ditado por telefone.

Um sinal sozinho não prova nada, mas vários juntos pedem cuidado. Se o contato tem pelo menos um destes pontos, trate como suspeito:

  • Taxa para liberar: o Banco Central diz que o serviço não exige pagamento de intermediários.
  • Link de "consulta facilitada": o caminho oficial é digitar o endereço, e não tocar em link recebido.
  • Pedido de senha, código ou dados: o Banco Central afirma que não entra em contato para solicitar isso.
  • Valor pronto antes da consulta: a mensagem já cita uma quantia sem você ter consultado nada no sistema oficial.
  • Figura famosa recomendando: vídeos feitos com inteligência artificial podem imitar celebridades e autoridades.
  • Pressa: a mensagem fala em prazo curto para "não perder" o dinheiro.

Os links falsos também têm outro risco. Segundo o alerta do Banco Central de 2023, eles podem roubar senhas de redes sociais e instalar programas espiões no celular. Por isso, a dica de não tocar no link vale mesmo que você não pretenda pagar nada. Para examinar um endereço antes de abrir, veja Como verificar se um link é seguro antes de clicar.

Dinheiro esquecido se consulta no endereço oficial que você digita: quem cobra taxa ou manda link para liberar o valor está fora do caminho descrito pelo Banco Central.

Quem aparece no site oficial e quem aparece na mensagem

Uma diferença ajuda a reconhecer o falso. No sistema oficial, quem devolve é a instituição financeira indicada na consulta. Na mensagem golpista, o pedido de dinheiro ou de dados vem de um contato que não é a instituição indicada na consulta.

Se o contato vier de alguém que diz ser da instituição, não responda ali. Feche a conversa e procure a instituição pelo app ou pelo telefone oficial que você já conhece, e não pelo número que a mensagem trouxe.

Este golpe também é diferente de outros avisos sobre dinheiro. Se o seu caso é uma mensagem sobre Pix devolvido ou pendente, veja Golpe SMS Pix: devolvido, pendente e limite falso. Aqui o foco é o falso "valor a receber" do sistema do Banco Central.

Se você pagou a taxa ou passou dados

Acontece, e o passo mais útil é agir com calma e na ordem. O roteiro completo está em Cliquei no link falso: o que fazer agora, passo a passo. Os pontos principais para este golpe:

  • Pagou a taxa: segundo o Banco Central, a orientação é procurar o banco ou a instituição de pagamento, relatar o que aconteceu e pedir a análise do caso. O resultado depende da análise da instituição.
  • Passou senha ou código: troque a senha da conta ligada a esse dado, a partir de um aparelho de confiança, e ative a verificação em duas etapas se houver.
  • Tocou no link: como os links falsos podem instalar programas espiões, confira os aplicativos do celular e remova o que você não reconhece.

Desconfie de quem aparecer depois oferecendo "recuperar o valor" mediante outra taxa: pode ser uma segunda tentativa.

Registre e denuncie

Antes de apagar a mensagem, tire capturas de tela e guarde o comprovante, o link, o número ou perfil que enviou e o horário. Esse material ajuda o atendimento do banco e o registro da ocorrência.

Avise o seu banco pelo canal oficial do aplicativo e registre um boletim de ocorrência na Polícia Civil, inclusive pela delegacia online do seu estado, se houver. Se o golpe usou anúncio, perfil ou vídeo, use também a opção de denúncia da própria rede onde ele apareceu.

Conte para quem está perto de você, em especial pessoas mais velhas da família. A conversa curta de hoje pode evitar o pagamento de amanhã.

Um exemplo em casa

Imagine o seu Antônio, dono de uma pequena loja de bairro, que encerrou uma conta antiga anos atrás. Ele recebe um vídeo no celular em que uma figura conhecida fala de dinheiro esquecido e indica um link para "consulta facilitada". O vídeo pede uma pequena taxa para liberar o valor.

Antônio desconfia da taxa e fecha a conversa. Digita no navegador o endereço do Banco Central e consulta com o CPF, sem pagar nada. Se houver valor, ele segue pelo sistema; se não houver, fica tudo como estava. Depois, mostra o vídeo à filha, tira uma captura de tela e registra a ocorrência. O exemplo é fictício e mostra a ordem: pausa, endereço digitado, consulta oficial e denúncia.

Ao se cadastrar em um site novo para um teste pontual, um número temporário a partir de R$ 0,49 por número, conforme serviço e país, poupa o seu número pessoal. Pedir um número

Perguntas frequentes

Preciso pagar para consultar valores a receber?

Não, segundo o Banco Central: a consulta é gratuita e deve ser feita exclusivamente pela plataforma oficial. O serviço não exige pagamento de intermediários para liberar os recursos.

O Banco Central entra em contato por link ou mensagem?

Segundo o próprio Banco Central, ele não envia links nem entra em contato para solicitar senhas, códigos de acesso ou dados pessoais relacionados ao resgate. Na dúvida, digite o endereço oficial e consulte por conta própria.

Como recebo o dinheiro se houver valor?

Pode ser por Pix, quando a opção estiver disponível, com o prazo informado pelo sistema. Sem chave Pix, você combina com a instituição financeira indicada na consulta.

Vi um vídeo de pessoa famosa falando disso. É real?

Desconfie. O Banco Central citou vídeos feitos com inteligência artificial que imitam celebridades e autoridades. Ignore o link do vídeo e confira no endereço oficial que você digita.

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