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DNS gerenciado: o que é e como configurar os registros

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Entenda o que muda ao hospedar a zona do domínio num serviço de DNS e veja a ordem segura: copiar os registros, testar, ajustar o DNSSEC e só então trocar.

Por Redação Eleven Host · @robson.direitodigital · Atualizado em 17 de outubro de 2026 · 8 min de leitura

Capa: DNS gerenciado, o que é e como configurar, em janela de terminal da Eleven Host

DNS gerenciado: registros A, MX, TXT e CAA, TTL e a ordem certa para trocar de DNS. Arte: Eleven Host Arte: Eleven Host

DNS gerenciado é um serviço que hospeda a zona do seu domínio e oferece um painel para criar e editar registros como A, CNAME, MX e TXT. Para configurar, recrie todos os registros no novo DNS e só depois troque os nameservers.

O que é DNS gerenciado

O DNS traduz o nome do seu domínio em endereços e instruções: para onde vai o site, para onde vai o e-mail, quais serviços estão autorizados a enviar mensagens em nome da sua empresa. Se você quer revisar a base, leia O que é DNS e como funciona: guia para iniciantes.

Esses dados ficam numa zona DNS, um conjunto de registros do seu domínio. Num DNS gerenciado, a zona fica hospedada num serviço que mantém os servidores de nomes no ar e oferece um painel (ou uma API) para você editar os registros sem mexer em arquivo de zona. O serviço pode ser de um provedor de DNS, de um registrador ou de uma plataforma de hospedagem. As telas e as opções variam de um serviço para outro, mas os conceitos abaixo valem para todos.

Se você ainda avalia se vale pagar por esse tipo de serviço, veja DNS Pago Vale a Pena? Guia para Decidir com Segurança.

Nameservers e registros: a diferença que evita erro

São duas coisas diferentes, e misturá-las é uma das origens de domínio fora do ar.

  • Nameservers (NS): dizem ao mundo onde está a zona do seu domínio. Eles são configurados no registro do domínio, ou seja, onde o domínio foi registrado. Quem manda nos nameservers manda em todos os registros.
  • Registros: ficam dentro da zona, no DNS que os nameservers indicam. Aqui você diz para onde vai o site, o e-mail e os demais serviços.

Por isso, editar registros no painel de um DNS que não é o apontado pelos nameservers não muda nada na prática. Antes de editar, descubra quem responde pelo seu domínio:

dig seusite.com.br NS +short

No Windows, que não traz o dig, o equivalente é:

nslookup -type=NS seusite.com.br

A resposta lista os nameservers atuais. É nesse DNS que os registros precisam estar certos. Para entender onde o domínio é registrado, veja O que é registro de domínio e como funciona.

Os registros que você vai usar

Os exemplos usam seusite.com.br e o IP 203.0.113.10, um endereço reservado para documentação. Troque pelos seus dados.

  • A: aponta um nome para um endereço IPv4. Aponta o domínio ou um subdomínio para o servidor.
  • AAAA: o mesmo, para IPv6. Se você mudar de servidor e esquecer um AAAA antigo, parte dos visitantes continua indo para o endereço velho.
  • CNAME: faz um nome apontar para outro nome, e não para um IP. Um nome que tem CNAME não pode ter outros registros ao mesmo tempo, e por isso o CNAME não deve ser usado no domínio raiz, que já tem NS e também MX e TXT. Há serviços que oferecem um recurso próprio para esse caso; confira na documentação do serviço.
  • MX: diz para onde vai o e-mail. Tem uma prioridade (número menor é tentado primeiro) e aponta para um nome de servidor, e não para um IP.
  • TXT: guarda texto. Serve para SPF, DKIM, DMARC e para provar a um serviço que o domínio é seu.
  • CAA: informa quais autoridades certificadoras podem emitir certificado para o domínio.
  • SRV: indica servidor e porta de serviços específicos, como sistemas de voz e mensagens.

Um conjunto mínimo para um site com e-mail pode ficar assim (a ordem dos campos varia no painel):

seusite.com.br A 203.0.113.10

www CNAME seusite.com.br.

seusite.com.br MX 10 mail.exemplo.com.

seusite.com.br TXT "v=spf1 include:_spf.exemplo.com ~all"

_dmarc TXT "v=DMARC1; p=none; rua=mailto:dmarc@seusite.com.br"

O valor do SPF acima é ilustrativo: o provedor de e-mail informa o texto correto, e cada domínio deve ter um único registro SPF. O DKIM é um TXT cujo nome e valor vêm do provedor de e-mail. A política do DMARC (p=none, quarantine ou reject) deve começar no modo de observação e só endurecer depois que você ler os relatórios. Para entender o e-mail por trás do domínio, leia Registro de Domínio para E-mail: Guia Completo.

Quem troca de DNS sem copiar os registros de e-mail descobre o erro quando as mensagens param de chegar.

TTL: quanto tempo o mundo guarda a resposta

O TTL (time to live) é o tempo, em segundos, que os servidores de cache guardam a resposta antes de perguntar de novo. Um TTL baixo faz uma mudança valer mais cedo, e um TTL alto reduz o número de consultas. Antes de uma troca planejada, baixe o TTL dos registros que vão mudar e aguarde pelo menos o tempo do TTL antigo. Depois que tudo estiver estável, você pode subir o valor de novo. Não existe prazo fixo de propagação: depende do TTL e dos caches de cada rede.

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Como configurar o DNS gerenciado, passo a passo

A ordem importa. Siga-a mesmo que o painel novo ofereça atalhos.

1. Faça o inventário dos registros atuais

No painel do DNS que responde hoje, copie todos os registros: tipo, nome, valor, prioridade e TTL. Se o serviço atual exporta o arquivo de zona, exporte. O dig não lista uma zona inteira: ele pergunta tipo por tipo e nome por nome, então subdomínios esquecidos podem escapar. Use as consultas só para conferir o que já está no painel:

dig seusite.com.br A +short

dig seusite.com.br MX +short

dig seusite.com.br TXT +short

2. Recrie tudo no novo DNS

Crie a zona do domínio no novo serviço e cadastre todos os registros do inventário: site, e-mail, verificações, subdomínios. Os registros TXT de verificação de serviços externos e os usados para e-mail merecem atenção especial. Se o serviço novo importar o arquivo de zona, revise o resultado linha por linha.

3. Teste no DNS novo antes de trocar

O serviço novo informa os nameservers dele, algo como ns1.exemplo-dns.com. Consulte diretamente um deles, sem esperar propagação:

dig @ns1.exemplo-dns.com seusite.com.br A +short

dig @ns1.exemplo-dns.com seusite.com.br MX +short

nslookup -type=MX seusite.com.br ns1.exemplo-dns.com

As respostas devem ser iguais às do DNS antigo. Se um tipo vier vazio, falta cadastrar.

4. Verifique o DNSSEC

Se o domínio usa DNSSEC, o registro DS no registrador está amarrado às chaves do DNS antigo. Trocar de DNS com o DS antigo no lugar pode fazer resolvedores que validam o DNSSEC rejeitarem as respostas, e o domínio parar de resolver para uma parte dos usuários. O caminho seguro é remover ou atualizar o DS conforme as instruções dos dois serviços antes de trocar. O procedimento exato varia, então consulte a documentação do registrador e do novo DNS. Se o domínio não usa DNSSEC, pule este passo.

5. Troque os nameservers

Só agora, no painel do registro do domínio, substitua os nameservers antigos pelos novos. Se o domínio está registrado na Eleven Host e você quer saber quais opções de DNS estão disponíveis para ele, pergunte num chamado ou à equipe comercial.

6. Acompanhe e mantenha o antigo por um tempo

Repita as consultas e teste site, e-mail e demais serviços. Mantenha a zona antiga ativa por um tempo: resolvedores com a resposta antiga em cache ainda podem usá-la até o TTL vencer. Confirme que o site abre, que um e-mail enviado de fora chega e que um e-mail enviado por você é entregue.

Entenda

  • Registros são editados no DNS que os nameservers indicam.
  • Recrie todos os registros no novo DNS e teste-os antes de trocar os nameservers.
  • Se houver DNSSEC, ajuste o DS antes da troca.
  • Mantenha a zona antiga ativa por um tempo e confira site e e-mail.

Exemplos práticos

  • Loja que muda de servidor: o site vai para um servidor novo, mas o e-mail continua em outro provedor. Altere o registro A (e o AAAA, se existir). Os nameservers, o MX e o TXT ficam como estão. Mexer só no que mudou evita recriar a zona inteira.
  • Escritório que troca de provedor de DNS: o domínio tem site, e-mail corporativo e uma verificação de ferramenta externa. O inventário lista tudo isso, e a troca só acontece depois que as consultas ao DNS novo respondem igual.
  • Quem aponta um subdomínio para um servidor: cria app.seusite.com.br com um registro A para o IP do servidor. O restante do domínio não é afetado.

Erros comuns

  • Esquecer MX e TXT: o site funciona e o e-mail some.
  • Editar o DNS errado: o painel mostra os registros, mas os nameservers apontam para outro lugar.
  • CNAME no domínio raiz ou dois registros conflitantes para o mesmo nome.
  • Dois registros SPF no mesmo domínio: junte-os num só.
  • Esquecer o AAAA antigo depois de trocar o IP do A.
  • Apagar TXT de verificação sem saber que ferramenta o usa.
  • Esquecer o ponto final em painéis que pedem o nome completo: sem ele, painéis desse tipo acrescentam o domínio ao valor.

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Perguntas frequentes

Posso mudar o DNS sem tirar o site do ar?

Pode, se todos os registros estiverem recriados e testados no DNS novo antes de trocar os nameservers. A troca é feita no registro do domínio.

Qual a diferença entre nameserver e registro DNS?

O nameserver indica qual DNS responde pelo domínio. Os registros, dentro desse DNS, dizem para onde vão o site e o e-mail.

Quanto tempo leva para o DNS novo valer?

Não há prazo fixo: depende do TTL e do cache de cada rede. Baixar o TTL antes da troca ajuda.

Quais DNS estão disponíveis para o meu domínio na Eleven Host?

Pergunte num chamado, informando o domínio. A equipe responde em até 24 horas, que é o prazo de resposta e não de solução.

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