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Instalar Redis no Ubuntu: passo a passo na VPS

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Veja como instalar Redis no Ubuntu, testar com redis-cli ping, escutar só na própria máquina, definir senha, limitar a memória e fechar a porta 6379.

Por Redação Eleven Host · @robson.direitodigital · 29 de outubro de 2026 · 10 min de leitura

Arte da Eleven Host: janela de terminal com o título: Instalar Redis no Ubuntu: passo a passo na VPS

Capa da Redação Eleven Host para o guia: Instalar Redis no Ubuntu: passo a passo na VPS Arte: Eleven Host

Para instalar Redis no Ubuntu, rode sudo apt update e sudo apt install redis-server, depois teste com redis-cli ping, que deve responder PONG. O pacote do Ubuntu é o caminho mais simples; o repositório oficial da Redis entrega uma versão mais nova.

Este passo a passo mostra as duas formas de instalar, como testar, como deixar o Redis escutando só na própria máquina, como proteger com senha, como limitar a memória e como reiniciar o serviço. Ele segue a documentação do Redis e as versões publicadas do pacote do Ubuntu em 29/10/2026.

O que é o Redis e para que serve

O Redis é um banco de dados que guarda os dados na memória, organizados por chaves. A documentação diz que ele é muito usado como cache, para acelerar a leitura de dados que vêm de um servidor ou banco de dados mais lento. Dois usos comuns são guardar sessões de usuários e guardar objetos de sites e aplicativos, inclusive o cache de objetos do WordPress, por meio de um plugin.

Como o Redis trabalha na memória, o uso de RAM é parte do planejamento. Mais adiante, este guia mostra como definir um limite. Para saber quanta memória a sua VPS está usando hoje, veja Ver uso de memória no Linux: free, top e htop na VPS.

Antes de começar

Você vai precisar de:

  • uma VPS com Ubuntu, de preferência uma instalação limpa ou um servidor que você já conhece;
  • um usuário com sudo, sem usar o root direto. Se ainda não tem, siga o guia Criar usuário sudo na VPS Ubuntu: passo a passo;
  • acesso por SSH ao servidor.

A versão do Ubuntu importa na escolha da instalação, porque o pacote do sistema muda de uma versão para outra.

Instalar o Redis

Há duas opções. Escolha uma e siga até o fim; não é preciso fazer as duas.

Opção 1: pacote do próprio Ubuntu

É a forma mais simples, mas a versão é mais antiga que a do repositório oficial. Segundo a página do pacote no Launchpad, em 29/10/2026 o Ubuntu 24.04 (Noble) traz o Redis 7.0.15, o 22.04 (Jammy) traz o 6.0.16 e o 26.04 (Resolute) traz o 8.0.5. Instale assim:

sudo apt update

sudo apt install redis-server

O pacote redis-server traz o servidor, e o redis-tools, que vem junto, traz o redis-cli.

Opção 2: repositório oficial da Redis

Use esta opção se você quer a versão mais recente. Os comandos abaixo são os da documentação oficial de instalação por APT, testada pela Redis em Ubuntu 22.04, 24.04 e 26.04. Rode um por vez, na ordem: primeiro as ferramentas, depois a chave do repositório, depois o repositório e, por fim, a instalação.

sudo apt-get install lsb-release curl gpg

curl -fsSL https://packages.redis.io/gpg | sudo gpg --dearmor -o /usr/share/keyrings/redis-archive-keyring.gpg

sudo chmod 644 /usr/share/keyrings/redis-archive-keyring.gpg

echo "deb [signed-by=/usr/share/keyrings/redis-archive-keyring.gpg] https://packages.redis.io/deb $(lsb_release -cs) main" | sudo tee /etc/apt/sources.list.d/redis.list

sudo apt-get update

sudo apt-get install redis

Segundo a documentação, essa instalação coloca a versão mais recente do Redis Open Source e também o pacote redis-tools, com o redis-cli. Na documentação consultada em 29/10/2026, a versão candidata no exemplo do Ubuntu 24.04 era a 8.6.1.

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Testar se o Redis está funcionando

A documentação diz que o Redis deve iniciar sozinho depois da instalação e também na inicialização do servidor. Veja o estado do serviço:

sudo systemctl status redis-server

Se o serviço não estiver ativo, habilite e inicie:

sudo systemctl enable redis-server

sudo systemctl start redis-server

Agora o teste do cliente:

redis-cli ping

O comando PING devolve a resposta simples PONG quando está tudo certo; a documentação o descreve como um teste para saber se a conexão ainda está viva. Se aparecer PONG, o Redis respondeu e a instalação funcionou.

Configurar o Redis com segurança

O arquivo de configuração dos pacotes do Ubuntu fica em /etc/redis/redis.conf. Depois de editar, reinicie o serviço com sudo systemctl restart redis-server. Abra o arquivo com um editor, por exemplo:

sudo nano /etc/redis/redis.conf

Antes dos ajustes, a regra principal da documentação de segurança do Redis: ele foi feito para ser acessado por clientes confiáveis, dentro de ambientes confiáveis, e não é uma boa ideia expô-lo diretamente à internet.

Atenção: um comando FLUSHALL enviado por alguém de fora pode apagar todos os dados do Redis. A documentação usa esse exemplo para explicar por que a porta 6379 deve ficar fechada para a internet.

bind: escutar só na própria máquina

O arquivo oficial de exemplo traz esta linha como padrão:

bind 127.0.0.1 -::1

Ela faz o Redis escutar só na própria máquina, em IPv4 e IPv6. O sinal de menos antes de um endereço significa que o Redis não falha ao iniciar se aquele endereço não existir. Se o seu app roda no mesmo servidor, deixe como está. Só altere o bind se outro servidor precisar conectar, e então combine com senha e firewall, liberando a porta só para esse servidor e mantendo-a fechada para a internet.

protected-mode: deixe ligado

O arquivo diz que o modo protegido vem ligado por padrão. Segundo a documentação, quando o Redis está escutando em todas as interfaces e sem senha, ele só responde a consultas da própria máquina (loopback) e devolve um erro explicativo aos demais. Não desligue essa proteção para fazer a conexão funcionar; corrija o bind e a senha.

Senha ou ACL

A documentação descreve duas formas de proteger o acesso. A mais nova, desde o Redis 6, são as ACLs, que permitem criar usuários com permissões detalhadas. A forma antiga é a linha requirepass, que define uma só senha para todos os clientes e, segundo o redis.conf, hoje é uma camada de compatibilidade que vira a senha do usuário padrão:

requirepass SuaSenhaLonga

Use uma senha longa. A documentação explica que o Redis responde muito rápido, então um cliente externo consegue testar muitas senhas por segundo. Ela também avisa que o AUTH viaja sem criptografia, e por isso não protege contra quem consegue escutar a rede.

Depois de reiniciar o serviço, teste a senha dentro do cliente, para não deixar a senha no histórico do terminal:

redis-cli

AUTH SuaSenhaLonga

A resposta esperada é OK. Depois disso, o PING volta a responder PONG.

Firewall: feche a porta 6379

Se o servidor está na internet, a documentação manda firewallar a porta do Redis para impedir acesso de fora. A porta padrão é a 6379. Com o ufw, uma forma de fechar é:

sudo ufw deny 6379

Cuidado: se o ufw ainda não está ativo no seu servidor, libere a porta do SSH antes de ativá-lo. Ativar o firewall sem essa liberação pode derrubar a sua própria conexão, e você perderia o acesso ao servidor pelo terminal.

Rodar sem privilégio de administrador

A documentação lembra que o Redis não precisa de privilégios de root para rodar e recomenda usar um usuário sem privilégios, chamado redis.

Limitar a memória do Redis

Como os dados ficam na RAM, defina um teto para o Redis não ocupar a memória que seu site ou app também usa. Duas linhas do redis.conf fazem isso:

maxmemory 256mb

maxmemory-policy allkeys-lru

O valor 256mb é só um exemplo para ilustrar o formato. Escolha o limite olhando a memória que a sua VPS tem de sobra, como mostra o guia de uso de memória. Na documentação, o valor maxmemory 0 significa sem limite, que é o comportamento padrão em sistemas de 64 bits.

Quando o Redis chega ao limite, vale a maxmemory-policy. O padrão é noeviction: o Redis não apaga nada e devolve erro nos comandos de escrita. As políticas da documentação são:

  • noeviction: não apaga nada e devolve erro ao escrever.
  • allkeys-lru: apaga as chaves menos usadas recentemente.
  • allkeys-lfu: apaga as chaves menos usadas no geral.
  • allkeys-random: apaga chaves aleatórias.
  • volatile-lru, volatile-lfu, volatile-random e volatile-ttl: mesma ideia, mas só entre as chaves que têm prazo de validade (TTL).
  • allkeys-lrm e volatile-lrm: apagam as chaves menos modificadas recentemente; existem a partir do Redis 8.6.

Para uso como cache, a documentação diz que o allkeys-lru é uma boa opção inicial se você não tem motivo para preferir outra. Se o Redis guarda dados que não podem sumir, como uma fila de tarefas, evite políticas que apagam chaves e dimensione a memória com folga. Para ver o efeito do cache num site lento, veja WordPress lento: como achar a causa na VPS.

Reiniciar e ver o status

Depois de mudar o redis.conf, reinicie o serviço e confira o estado:

sudo systemctl restart redis-server

sudo systemctl status redis-server

redis-cli ping

Se você definiu senha, o ping responde NOAUTH até você usar o AUTH; isso é esperado. Se o serviço não subir, o status mostra as últimas linhas do registro. Um erro de digitação numa linha do redis.conf pode impedir o serviço de iniciar; volte à linha que você alterou e compare com os exemplos acima.

Um detalhe para quem gerencia o Redis pelo systemd: a opção supervised systemd do redis.conf avisa o systemd quando o Redis está pronto. O arquivo oferece as opções no, upstart, systemd e auto. Como o pacote do Ubuntu pode vir com outro valor, confira o que está no seu arquivo antes de mexer.

Erros comuns

  • Could not connect to Redis: o serviço pode estar parado. Rode o status e inicie com sudo systemctl start redis-server.
  • NOAUTH Authentication required: o Redis tem senha e o comando foi enviado sem autenticar. Use o AUTH dentro do redis-cli.
  • Conexão recusada de outro servidor: o bind padrão escuta só na própria máquina. Altere com cuidado e feche a porta para a internet.
  • Erro de escrita com memória cheia: com noeviction, o Redis devolve erro ao escrever quando atinge o maxmemory. Aumente o limite ou escolha uma política de remoção, se os dados forem de cache.
  • Porta 6379 aberta na internet: feche com o firewall e use senha, pelos motivos da seção de segurança.

Checklist do Redis

  • Usei um usuário com sudo e escolhi só uma das opções de instalação.
  • Conferi o serviço com systemctl status redis-server e testei com redis-cli ping.
  • Mantive o bind 127.0.0.1 -::1, a menos que outro servidor precise conectar.
  • Deixei o protected-mode ligado.
  • Defini senha longa com requirepass (ou ACL) e testei com AUTH.
  • Fechei a porta 6379 no firewall, depois de liberar o SSH.
  • Defini maxmemory e maxmemory-policy conforme o uso.
  • Reiniciei o serviço e rodei o PING de novo.

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Perguntas frequentes

Qual comando instala o Redis no Ubuntu?

O sudo apt install redis-server, depois de um sudo apt update. Para a versão mais nova, use o repositório oficial da Redis, com os comandos da seção de instalação.

Como sei se o Redis está funcionando?

Rode redis-cli ping. Se a resposta for PONG, o Redis está respondendo. Para ver o estado do serviço, use sudo systemctl status redis-server.

Posso abrir a porta 6379 para a internet?

A documentação do Redis diz que não é uma boa ideia expor a instância diretamente à internet. Mantenha o bind padrão, use senha e feche a porta no firewall.

Preciso de senha no Redis?

Sim, se outra máquina puder chegar até ele. A documentação indica ACL ou requirepass, com senha longa, e lembra que o AUTH não criptografa o tráfego.

O que acontece quando a memória do Redis enche?

Depende da maxmemory-policy. No padrão noeviction, o Redis devolve erro nas escritas. Em políticas como allkeys-lru, ele apaga chaves antigas para abrir espaço.

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