Ransomware é um tipo de ataque que sequestra os arquivos de uma empresa — criptografando tudo o que consegue alcançar na rede — e exige pagamento para "devolver" o acesso. Não é mais um risco distante: ataques desse tipo continuam em alta contra empresas brasileiras de todos os portes, e a recuperação nem sempre acontece mesmo quando o resgate é pago.
Como um ataque de ransomware costuma acontecer
Na maioria dos casos, o ataque começa de forma simples: um e-mail de phishing com um anexo ou link malicioso, uma senha fraca ou reutilizada, ou uma vulnerabilidade não corrigida em algum sistema exposto à internet. A partir do primeiro acesso, o invasor se movimenta pela rede da empresa, buscando alcançar o maior número possível de arquivos e sistemas antes de disparar a criptografia.
O alvo favorito dos ataques modernos: o próprio backup
Segundo o relatório de tendências de ransomware da Veeam, repositórios de backup foram alvo em 96% dos ataques analisados, e os invasores conseguiram comprometer pelo menos parte dessas cópias de segurança em 76% dos casos. Ou seja: ter backup não é mais suficiente por si só — se o backup está sempre acessível pela mesma rede comprometida, ele também pode ser criptografado ou apagado junto com o resto.
Ainda segundo o mesmo levantamento, entre as empresas que pagaram o resgate para recuperar os dados, uma parcela relevante não conseguiu restaurar as informações mesmo depois de pagar — reforçando que pagar não é garantia de solução.
Boas práticas para reduzir o risco
- Backup fora da rede local (off-site) — se o backup não está conectado o tempo todo à mesma rede dos dados originais, um ataque que criptografa os arquivos locais não alcança automaticamente a cópia de segurança.
- Múltiplas versões guardadas — permite voltar a um ponto anterior ao ataque, já que o momento exato da invasão nem sempre é óbvio de imediato.
- Autenticação forte e credenciais individuais — cada pessoa/sistema com seu próprio acesso, nunca senhas compartilhadas entre vários usuários.
- Atualizações de segurança em dia — grande parte dos ataques explora vulnerabilidades conhecidas que já têm correção disponível.
- Treinamento básico da equipe — phishing continua sendo uma das portas de entrada mais comuns, e reconhecer um e-mail suspeito é uma barreira simples e eficaz.
- Segmentação de acesso — nem todo mundo na empresa precisa ter acesso a todas as pastas; limitar o alcance reduz o estrago em caso de conta comprometida.
O que fazer se o ataque já aconteceu
Isolar os sistemas afetados da rede imediatamente, para impedir que o ransomware continue se espalhando, é o primeiro passo. Em seguida, avaliar os backups disponíveis antes de qualquer decisão sobre pagamento — muitas vezes a recuperação a partir de uma cópia limpa e recente é mais rápida e confiável do que negociar com os atacantes. Contar com apoio especializado em resposta a incidentes, quando possível, ajuda a tomar essas decisões sob pressão de forma mais segura.
Como o 11cloud ajuda nessa proteção
Como o 11cloud é acessado via credenciais próprias e fica fisicamente separado da rede local da empresa, arquivos enviados via backup automatizado por SFTP não ficam expostos ao mesmo ataque que compromete a rede interna — desde que o acesso não fique permanentemente montado e aberto no mesmo ambiente comprometido. Manter uma cópia off-site com versões anteriores preservadas é uma das defesas mais eficazes contra o cenário descrito acima.