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Backup automático de arquivos: passo a passo

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Aprenda a agendar cópias diárias com tar e cron no Linux ou robocopy no Windows, guardar cada uma com a data, apagar as antigas e conferir a restauração.

Por Redação Eleven Host · @robson.direitodigital · Atualizado em 17 de outubro de 2026 · 10 min de leitura

Capa: backup automático de arquivos passo a passo, janela de terminal da Eleven Host

Backup automático de arquivos no Linux e no Windows, com cópia datada e teste de restauração. Arte: Eleven Host Arte: Eleven Host

Para fazer backup automático de arquivos, crie um script que copia a pasta para um destino com a data no nome e agende esse script no sistema: cron ou timer no Linux, Agendador de Tarefas no Windows. Depois, confira o log e teste a restauração.

O que o backup automático precisa ter

Backup automático é um script que roda sozinho, em horário marcado, e guarda cada cópia numa pasta ou arquivo com a data. Quatro peças formam a rotina: o que copiar, para onde copiar, quando rodar e como saber que deu certo.

Os exemplos usam um caso simples: documentos em uma pasta e cópia todo dia às 2h. Troque os caminhos pelos seus e teste primeiro com uma pasta de mentira.

Backup que apaga ou sobrescreve a cópia anterior é só uma segunda cópia do mesmo erro.

Por isso cada execução abaixo grava um nome diferente, com a data. Antes de agendar qualquer coisa, decida o destino: ele deve ficar fora da máquina de origem. Para entender o porquê, leia O Que É Backup Off-Site? Guia Completo e Prático.

Passo 1: escolha o que copiar e para onde

Liste as pastas sem as quais o trabalho para: documentos, planilhas, fotos de produtos, arquivos de configuração de sistemas.

O destino pode ser um disco externo, outro computador da rede, um servidor seu ou um armazenamento em nuvem. Um disco ligado ao mesmo computador protege de um arquivo apagado por engano, mas não de roubo, incêndio ou ransomware que alcance a máquina inteira. Se possível, mantenha ao menos uma cópia em outro lugar.

A Eleven Host tem o 11Cloud, que aceita acesso por navegador, SFTP, FTP/FTPS e WebDAV, e cuja página cita backup automático com rclone ou com o seu script. Ele é um destino possível entre outros, e o script é você quem monta.

Passo 2: backup automático no Linux com tar e cron

O tar junta a pasta em um único arquivo compactado. Vamos criar a pasta de destino e o script. Os comandos abaixo foram escritos para Debian e Ubuntu; em outras distribuições, confira a documentação da sua.

Criar a pasta de destino e o script

mkdir -p /home/maria/backups

nano /home/maria/backup-arquivos.sh

Dentro do arquivo, escreva as linhas abaixo, uma por linha. Troque /home/maria/documentos pela pasta que você quer proteger e /home/maria pelo seu usuário nas duas primeiras linhas (o destino é a pasta backups criada acima).

#!/bin/bash

ORIGEM=/home/maria/documentos

DESTINO=/home/maria/backups

DATA=$(date +%F)

tar -czf "$DESTINO/docs-$DATA.tar.gz" -C "$ORIGEM" . || { echo "$(date '+%F %T') FALHOU: tar" >> "$DESTINO/backup.log"; exit 1; }

tar -tzf "$DESTINO/docs-$DATA.tar.gz" > /dev/null || { echo "$(date '+%F %T') FALHOU: arquivo ilegivel" >> "$DESTINO/backup.log"; exit 1; }

echo "$(date '+%F %T') OK docs-$DATA.tar.gz" >> "$DESTINO/backup.log"

O date +%F devolve a data no formato 2026-10-17, então cada dia gera um arquivo novo, como docs-2026-10-17.tar.gz. A primeira checagem registra falha se o tar não terminar. A segunda lista o conteúdo do arquivo para ver se ele pode ser lido. Se o script rodar duas vezes no mesmo dia, a segunda cópia substitui a primeira.

Testar e agendar

Dê permissão de execução, rode uma vez à mão e olhe o resultado. Testamos este passo a passo do Linux numa pasta de teste: o arquivo foi criado, o log registrou OK e a extração gerou uma pasta igual à original.

chmod +x /home/maria/backup-arquivos.sh

/home/maria/backup-arquivos.sh

ls -l /home/maria/backups

cat /home/maria/backups/backup.log

Com o teste certo, abra a tabela do cron com crontab -e e acrescente uma linha. Os cinco primeiros campos são minuto, hora, dia do mês, mês e dia da semana. Aqui, 0 2 * * * significa todo dia às 2h00.

0 2 * * * /home/maria/backup-arquivos.sh

Use o caminho completo do script, porque o cron roda com um ambiente mais enxuto que o seu terminal. Confira com crontab -l.

Entenda

  • Dentro de um script, date +%F funciona normalmente.
  • Direto na linha do crontab, o símbolo % tem significado especial e precisa de barra: date +\%F.
  • Por isso é mais simples colocar a lógica em um script e deixar o crontab só com o horário e o caminho.

No systemd, um timer faz o papel do cron: OnCalendar=*-*-* 02:00:00 marca todo dia às 2h.

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Passo 3: enviar a cópia para fora com rclone

O rclone copia arquivos para vários tipos de destino, entre eles servidores SFTP e armazenamento em nuvem. Se você já usa o 11Cloud, o guia Como Usar a 11Cloud com Rclone mostra a configuração, e Como Conectar na 11Cloud explica as formas de acesso. Aqui supomos que você já criou um destino chamado nuvem com o comando rclone config.

Para evitar sobrescrever, mande cada execução para uma pasta com a data. Ao final do script do Linux, acrescente:

rclone copy "$DESTINO/docs-$DATA.tar.gz" nuvem:backup/$DATA --log-file "$DESTINO/rclone.log" || echo "$(date '+%F %T') FALHOU: rclone" >> "$DESTINO/backup.log"

Três cuidados com o rclone:

  • copy envia o que falta e sobrescreve arquivos de mesmo nome no destino. Não guarda versões. Por isso a pasta datada.
  • sync deixa o destino igual à origem e apaga lá o que sumiu aqui. Para backup, evite, pois um arquivo apagado ou cifrado por engano na origem passaria para a cópia.
  • Teste primeiro com --dry-run, que mostra o que seria feito sem mexer em nada.

A senha do destino fica no arquivo de configuração do rclone. Não escreva senha dentro do script. O próprio rclone config tem uma opção para proteger esse arquivo com senha. Se você usar essa opção, o script precisará fornecer a senha de algum modo, e esse detalhe está na documentação do rclone. Deixe o script legível só para o seu usuário com chmod 700.

Passo 4: backup automático no Windows com robocopy e Agendador de Tarefas

No Windows, o robocopy já vem instalado. Vamos criar um script do PowerShell que copia a pasta para uma pasta com a data. Crie a pasta C:\Scripts, abra o Bloco de Notas e salve o arquivo como C:\Scripts\backup.ps1. Troque os caminhos pelos seus; o destino deve ser outro disco ou uma unidade de rede. Crie antes a pasta D:\Backup, porque o robocopy grava o log nela e pode falhar se ela não existir.

$data = Get-Date -Format "yyyy-MM-dd"

$destino = "D:\Backup\$data"

robocopy "C:\Dados" $destino /E /R:2 /W:5 /LOG:"D:\Backup\log-$data.txt"

if ($LASTEXITCODE -ge 8) { exit 1 } else { exit 0 }

O /E copia as subpastas, inclusive vazias. /R:2 /W:5 tenta de novo duas vezes, esperando 5 segundos, quando um arquivo está em uso. O robocopy usa códigos de saída próprios: de 0 a 7 significa que a cópia terminou sem erro de cópia (os valores de 1 a 7 avisam que algo foi copiado ou que houve diferenças entre origem e destino; vale ler o log), 8 indica que algum arquivo não foi copiado e 16 indica erro grave. Por isso a última linha do script transforma 8 ou mais em falha.

Evite a opção /MIR em backup. Ela espelha a origem e apaga no destino o que não existe mais na origem.

Agendar a tarefa

Abra o Prompt de Comando ou o PowerShell e abra o PowerShell como administrador e crie a tarefa diária das 2h:

schtasks /Create /SC DAILY /ST 02:00 /TN "BackupArquivos" /RU SYSTEM /TR "powershell.exe -NoProfile -ExecutionPolicy Bypass -File C:\Scripts\backup.ps1"

schtasks /Run /TN "BackupArquivos"

O segundo comando executa a tarefa agora, para você conferir a pasta datada e o arquivo de log. O computador precisa estar ligado no horário marcado. Com /RU SYSTEM, a tarefa roda sem ninguém conectado, mas o SYSTEM não enxerga unidade de rede mapeada nem a sua pasta de usuário: use caminhos locais ou caminhos de rede (UNC) com permissão para essa conta. Se o computador fica desligado à noite, escolha um horário em que esteja ligado.

Passo 5: apagar cópias antigas com cuidado

Sem limpeza, o destino enche. Defina quantos dias guardar. Guardar algumas semanas de cópias diárias ajuda a achar um erro percebido tarde. Escolha o número pelo tamanho do seu disco e pelo risco do seu negócio.

No Linux, o comando abaixo lista os arquivos do seu padrão com mais de 14 dias. Rode primeiro só com -print e confira a lista:

find /home/maria/backups -name 'docs-*.tar.gz' -mtime +14 -print

Se a lista estiver certa, troque -print por -delete e coloque a linha no script. O nome entre aspas limita a limpeza aos seus arquivos de backup.

No Windows, o PowerShell faz o mesmo para as pastas datadas. O -WhatIf só mostra o que seria removido; tire-o depois de conferir.

Get-ChildItem D:\Backup -Directory | Where-Object { $_.LastWriteTime -lt (Get-Date).AddDays(-14) } | Remove-Item -Recurse -WhatIf

Num destino rclone, as pastas datadas antigas podem ser removidas com rclone purge nuvem:backup/2026-09-01. Esse comando apaga a pasta e tudo que há nela. Use primeiro com --dry-run e escreva a data à mão.

Passo 6: saiba quando o backup falhar

Backup que falha em silêncio dá falsa segurança. O mínimo é olhar o log e a data do último arquivo. No Linux, este comando lista os arquivos criados nas últimas 24 horas e não mostra nada se faltou cópia:

find /home/maria/backups -name 'docs-*.tar.gz' -mtime -1

Uma vez por semana, abra a pasta de destino e confira a data do último arquivo, o tamanho (um arquivo muito menor que o do dia anterior merece atenção) e as linhas FALHOU do log. Alerta por e-mail depende de um servidor de e-mail configurado na máquina; sem ele, a conferência semanal resolve.

Passo 7: teste a restauração

Uma cópia só vale se abrir. Uma vez por mês, restaure um arquivo numa pasta separada e compare com o original. No Linux:

mkdir -p /tmp/teste-restauracao

tar -xzf /home/maria/backups/docs-2026-10-17.tar.gz -C /tmp/teste-restauracao

diff -r /home/maria/documentos /tmp/teste-restauracao

Se o diff não mostrar nada, as pastas são iguais; mudanças feitas depois do backup aparecem como diferença. No Windows, abra a pasta datada e tente abrir alguns arquivos de verdade, como uma planilha e um PDF.

Entenda

  • Cada cópia tem a data no nome, e ao menos uma fica fora da máquina de origem.
  • Cópias antigas são apagadas só depois de conferir a lista.
  • Falhas aparecem no log e você confere o último arquivo toda semana.
  • Uma vez por mês, você restaura um arquivo de teste.

Exemplos práticos

  • Escritório de contabilidade: a pasta de clientes tem planilhas que mudam todo dia. Cópia diária às 2h, guardada num disco que fica em outra sala, mais um envio para fora com rclone.
  • Quem administra um servidor: o arquivo de configuração e os dados do sistema entram no tar, e o servidor roda o cron. Um servidor administrado por você pode ser a origem ou o destino das cópias, mas o cuidado com acesso e atualização é seu.

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Perguntas frequentes

Qual horário é melhor para o backup automático?

Um horário em que ninguém está usando os arquivos e o computador está ligado. Às 2h da manhã é um exemplo; ajuste ao seu caso.

Posso usar rclone sync em vez de copy?

Para backup, não é o melhor. O sync deixa o destino igual à origem e apaga lá o que sumiu aqui. Prefira copy para uma pasta com a data.

O que o código de saída do robocopy significa?

De 0 a 7, a cópia terminou sem erro de cópia. Com 8, algum arquivo não foi copiado; com 16, houve erro grave.

O 11Cloud serve como destino?

A página do 11Cloud cita backup automático com rclone ou com o seu script. Peça detalhes à equipe antes de montar a rotina.

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