Backup de site WordPress: arquivos, banco e restauração
O que salvar no WordPress, três jeitos de fazer a cópia e um roteiro para restaurar em ambiente de teste antes que o problema apareça de verdade.
Por Redação Eleven Host · @robson.direitodigital · 18 de outubro de 2026 · 7 min de leitura

O que copiar no WordPress e como testar a restauração antes de precisar dela Arte: Eleven Host
Um backup de site WordPress precisa de duas partes: o banco de dados, que guarda posts, usuários e configurações, e a pasta wp-content, com temas, plugins e imagens. Guarde também o wp-config.php, em local protegido, e teste a restauração.
O WordPress não é um arquivo único. Ele é um conjunto de arquivos no servidor mais um banco de dados, e cada parte guarda coisas diferentes. Quem copia só os arquivos perde os textos. Quem copia só o banco perde as imagens e o visual.
Este guia é específico para WordPress. Para a visão geral de backup de qualquer site, veja o artigo backup de site e teste de restauração. Aqui o foco é o que salvar, três formas de fazer e como restaurar sem susto.
O que precisa entrar no backup
Três itens formam uma cópia completa do WordPress:
- O banco de dados: posts, páginas, comentários, usuários, configurações e dados de plugins.
- A pasta wp-content: temas, plugins e a subpasta uploads, com as imagens e arquivos enviados.
- O arquivo wp-config.php: define a conexão com o banco.
Os arquivos do núcleo do WordPress, como wp-admin e wp-includes, podem ser baixados de novo do site oficial. Mesmo assim, guardar a pasta inteira ajuda a ter a versão exata que estava no ar.
Cuidado com o wp-config.php. Ele contém o usuário e a senha do banco, além das chaves de segurança do site. Guarde esse arquivo em local com acesso restrito, nunca em uma pasta pública do servidor nem em um link compartilhado. Quem tem esse arquivo tem a porta do seu banco.
Um backup que ninguém restaurou ainda é uma aposta, não uma garantia.
Caminho 1: plugin de backup
É uma opção prática para quem administra o site pelo painel do WordPress. Um plugin de backup copia o banco e os arquivos, agenda as cópias e envia o resultado para um local externo. Você escolhe o plugin, define o agendamento e o destino.
Antes de instalar, confira alguns pontos:
- O plugin salva banco e arquivos, ou só um deles?
- Ele envia a cópia para fora do servidor?
- Ele permite restaurar pelo próprio painel, ou só baixar o arquivo?
- Ele tem atualizações recentes e boa reputação?
O limite desse caminho é que o plugin roda dentro do próprio WordPress. Se o site cair ou for invadido, o plugin fica fora do ar junto. A cópia precisa estar em outro lugar.
Caminho 2: backup manual
Dá mais controle sobre o que é copiado e exige acesso a um terminal. Se o sistema for Linux e você tiver acesso a um terminal, o primeiro passo é exportar o banco. Com o WP-CLI instalado, ele lê as credenciais do wp-config.php:
umask 077
cd /caminho/do/site
wp db export backup-banco.sql
Sem o WP-CLI, use o mysqldump com o nome do banco e o usuário que estão no wp-config.php. O comando pede a senha, então ela não fica no histórico:
mysqldump -u USUARIO -p NOME_DO_BANCO > backup-banco.sql
Depois, compacte a pasta de conteúdo:
tar -czf backup-wp-content.tar.gz wp-content
Guarde os dois arquivos, mais uma cópia do wp-config.php, em pasta com permissão restrita. O resultado é um conjunto que você pode baixar para o seu computador ou enviar para outro lugar.
Exemplo prático
Imagine uma loja pequena em WordPress que vai trocar o tema. Na véspera, o responsável exporta o banco, compacta o wp-content e baixa os dois arquivos. Se o novo tema quebrar a página inicial, ele volta ao estado anterior em vez de consertar às pressas.
Caminho 3: backup agendado no servidor
Quem administra o próprio servidor, como em uma VPS, pode automatizar o backup com um script agendado. Se o sistema for Linux, a ferramenta é o cron. A loja da Eleven Host não informa o sistema operacional dos planos, então confira o seu antes de seguir.
Um script simples exporta o banco e compacta o wp-content. Apagar cópias antigas é um passo à parte, que você precisa acrescentar com cuidado. O cuidado principal é com as permissões. Na primeira linha de ação do script, use o umask para que os arquivos criados fiquem legíveis só para o dono:
umask 077
wp db export /caminho/backups/banco-$(date +%F).sql --path=/caminho/do/site
tar -czf /caminho/backups/wp-content-$(date +%F).tar.gz -C /caminho/do/site wp-content
Para agendar, adicione uma linha ao cron do usuário que administra o site. O exemplo abaixo roda o script às 3 horas da madrugada:
0 3 * * * /caminho/scripts/backup-wp.sh
Um backup que fica no mesmo servidor não protege contra falha do próprio servidor. Envie uma cópia para fora, como explica o artigo backup off-site.
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Com que frequência fazer
Depende do quanto o site muda. Um blog que publica uma vez por mês perde pouco se voltar ao estado da semana passada. Uma loja que recebe pedidos todos os dias perde pedidos reais, e o banco precisa de cópias mais próximas uma da outra. Faça a pergunta: quanto trabalho se perde se o site voltar ao último backup?
Além do agendamento, faça um backup manual antes de qualquer mudança que possa quebrar algo: atualização de plugin, de tema ou da versão do WordPress, troca de tema e migração.
Entenda
Regra prática para guardar as cópias, conhecida como 3-2-1.
- Três cópias dos dados: a original e duas de backup.
- Dois tipos de armazenamento diferentes.
- Uma cópia fora do local do servidor.
Defina também por quanto tempo guardar as cópias. Manter só a mais recente é arriscado: se um problema passar despercebido por alguns dias, todas as cópias já nascem com ele. Mantenha algumas versões antigas e apague as mais velhas de tempos em tempos, para o espaço não acabar.
Um backup também faz parte da segurança do site. Ele não impede uma invasão, mas permite voltar a um estado limpo depois dela. Para as demais medidas, veja segurança para sites.
Como restaurar e testar
Não pule o teste de restauração. Faça em um ambiente separado, nunca em cima do site no ar. Pode ser uma instalação local, uma subpasta protegida ou um servidor de teste. O roteiro:
- Crie um banco de dados vazio no ambiente de teste.
- Importe o arquivo SQL para esse banco.
- Instale o WordPress no ambiente de teste e extraia o wp-content nele.
- Ajuste o wp-config.php para apontar para o banco de teste.
- Acesse o site, entre no painel e confira o login.
- Abra páginas com imagens e confira se aparecem.
Se o endereço do ambiente de teste for diferente do endereço original, o WordPress ainda aponta para o endereço antigo. Com o WP-CLI, faça a troca com cuidado. Rode primeiro a simulação, que mostra o que mudaria sem alterar nada:
wp search-replace 'https://antigo.exemplo.com' 'https://novo.exemplo.com' --dry-run
Se o resultado estiver correto, rode o mesmo comando sem a opção de simulação. Faça uma cópia do banco antes, pois a substituição altera dados. O comando trata corretamente os dados serializados que o WordPress usa, o que o torna preferível a um simples localizar e substituir no arquivo SQL.
Para mudar o site de hospedagem, use o roteiro de migração de site WordPress, que reaproveita as mesmas etapas.
Exemplo prático
Imagine uma agência que guarda o backup mensal de um cliente. Uma vez por trimestre, ela restaura a cópia em um ambiente de teste e abre as páginas principais. Quando o dia ruim chega, ninguém descobre ali que o arquivo estava incompleto.
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Perguntas frequentes
Basta copiar a pasta do WordPress?
Não. Os textos, usuários e configurações ficam no banco de dados. Sem ele, a pasta sozinha não recria o site.
O backup guarda a senha do banco?
Sim, se incluir o wp-config.php. Guarde o arquivo com acesso restrito e fora de pastas públicas.
Preciso de backup antes de atualizar um plugin?
Sim. Uma atualização pode quebrar o site, e a cópia recente permite voltar ao estado anterior.
Onde guardar a cópia?
Em local diferente do servidor do site, com acesso restrito. Se a máquina falhar, a cópia continua disponível.