Gemini no Google Planilhas mostra a fonte de cada célula

  • 29/10/2026
  • 15:12

O Google anunciou em 28/10/2026 que o Gemini cita a fonte exata em cada célula e aceita até 3.000 células por pedido. Veja quem recebe e como usar.

Por Redação Eleven Host · @robson.direitodigital · 29 de outubro de 2026 · 5 min de leitura

Arte da Eleven Host: janela de terminal com o título da matéria sobre gemini no google planilhas

Capa da Redação Eleven Host para a matéria: Gemini no Google Planilhas mostra a fonte de cada célula Arte: Eleven Host

O Gemini no Google Planilhas passou a mostrar a fonte de cada célula preenchida com dados da web. A novidade foi anunciada em 28/10/2026 no blog Google Workspace Updates, no post oficial do Google, e o lançamento gradual começou em 20/10/2026.

Segundo o Google, o Gemini agora fornece "the exact web sources referenced directly within each individual cell", ou seja, as fontes exatas da web usadas, direto em cada célula. O objetivo, ainda segundo o post, é permitir auditar e verificar os resultados.

O post também fala de processamento mais rápido e mais consistente entre as células, e de capacidade ampliada para até 3.000 células por pedido. O Google diz que a função é até 55 vezes mais rápida do que o preenchimento manual em tarefas de 500 células, em um estudo interno com 95 participantes, usando comandos em inglês.

A mudança central é a rastreabilidade: cada resultado trazido da web passa a mostrar de onde veio, e isso facilita conferir antes de usar.

Quem recebe e quando

De acordo com o post do Google, o recurso chega a quem tem Gemini no Sheets nestes planos: Business Standard e Plus, Enterprise Standard e Plus, Google AI Pro e Ultra (contas pessoais), Google AI Pro for Education e o complemento AI Expanded Access. Ele vem ligado por padrão para quem tem o Gemini no Sheets ativado pelo administrador.

O lançamento é gradual. Começou em 20/10/2026 e pode levar até 15 dias para aparecer, nos domínios Rapid Release e Scheduled Release.

Como usar o Gemini no Google Planilhas

O passo a passo abaixo segue a página de ajuda do Google sobre a função de IA no Planilhas e o post de novidades. Os nomes dos botões podem variar um pouco conforme o seu idioma e a sua conta.

  1. Abra a planilha no navegador. O painel "Ask Gemini", com o botão de estrela, fica no canto superior direito do Planilhas na web.
  2. Escolha como chamar a função. Digite a função numa célula ou use o menu Inserir, depois Função, depois IA. A função é =AI(), que também pode ser escrita como =Gemini(). A sintaxe é AI("comando", [intervalo opcional]).
  3. Escreva o comando. Diga o que quer, por exemplo resumir um texto, classificar respostas ou trazer uma informação da Pesquisa Google.
  4. Selecione as células. Marque aquelas onde o resultado deve aparecer.
  5. Clique em "Gerar e inserir". O Gemini preenche. Para refazer, use "Atualizar e inserir".
  6. Para preencher uma coluna inteira, arraste para preencher uma coluna que tenha pelo menos uma célula já preenchida, ou use a opção "Preencher" com um clique em intervalos vazios. Dá para adicionar uma "coluna de IA" a uma tabela.

Entenda

  • A função se chama =AI() ou =Gemini().
  • Ela só trabalha com texto.
  • Não tem acesso à planilha inteira nem a outros arquivos do Google Drive; só ao que você indicar no comando e no intervalo.
  • Sem plano qualificado com IA do Google ou do Google Workspace, aparece "A função de IA não está disponível".

O que muda para a pequena empresa

Os usos que a própria ajuda do Google descreve cabem na rotina de uma loja ou de um escritório pequeno:

  • Catalogar produtos: gerar um texto curto de descrição a partir de uma lista de nomes.
  • Classificar respostas de clientes: marcar comentários por tipo ou por sentimento.
  • Buscar informação na web: trazer dados públicos para a planilha, agora com a fonte na célula para você conferir.

O ganho prático da novidade é a conferência. Agora você consegue abrir a fonte de uma célula e checar se faz sentido antes de mandar o número para um cliente.

Se o fluxo se repete todo dia, como mandar a planilha para outro sistema, vale olhar a automação. Veja n8n com Google Sheets: como conectar e automatizar planilhas e Agendar fluxo no n8n: como usar o Schedule Trigger.

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Cuidados antes de confiar no resultado

A ajuda do Google é direta: "O Gemini pode sugerir informações imprecisas ou inadequadas", e o conteúdo gerado deve ser conferido. Ela também orienta a não usar a função para aconselhamento médico, jurídico ou financeiro.

  • Abra as fontes. Se a célula traz o endereço de onde o dado veio, leia a página antes de confiar no valor.
  • Não coloque dado de cliente sem necessidade. Nome, telefone, CPF e outros dados pessoais só devem entrar se forem indispensáveis para a tarefa. Pense na LGPD: quanto menos dado pessoal, menos risco.
  • Lembre que não há desfazer. A ajuda informa que não é possível desfazer nem refazer a função de IA. Faça uma cópia da planilha antes de preencher uma coluna grande.
  • Respeite os limites. Há limites de geração de curto e longo prazo; no de longo prazo, a ajuda diz que é preciso esperar 24 horas.

Para guardar cópias das planilhas fora do computador, uma opção é o armazenamento em nuvem.

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Perguntas frequentes

O Gemini no Google Planilhas é gratuito?

Depende do plano. Segundo o Google, o recurso exige plano qualificado com IA do Google ou do Google Workspace; sem ele, aparece "A função de IA não está disponível".

O que mudou em 28/10/2026?

O Google anunciou que o Gemini passa a dar a fonte exata da web em cada célula e aceita pedidos maiores, de até 3.000 células.

Posso confiar nos dados que ele traz?

Confira sempre. O Google avisa que o Gemini pode sugerir informações imprecisas. A fonte na célula serve para você verificar.