Vazamento de capturas de tela: agentes de IA expõem prints
- 01/10/2026
- 14:10
O PixelLeak publicou mais de 13.000 imagens internas no GitHub pelas mãos de agentes de IA de programação. Veja como aconteceu e o que fazer.
Por Redação Eleven Host · @robson.direitodigital · Atualizado em 18 de outubro de 2026 · 3 min de leitura

Relatório da Glow Labs achou mais de 13.000 prints internos subidos por agentes de IA em repositórios públicos. Arte: Eleven Host
O vazamento de capturas de tela, batizado de PixelLeak, expôs mais de 13.000 imagens internas no GitHub, segundo a Glow. Foram agentes de IA de programação que as publicaram. Quem tem site, loja ou equipe de desenvolvimento deve saber o que pode estar num print.
O que aconteceu
Em 29 de setembro de 2026, o The Register noticiou o caso, apoiado no relatório da Glow Labs. Segundo o relatório, mais de 13.000 imagens internas foram publicadas no GitHub, em mais de 900 repositórios, ligadas a mais de 300 organizações. São organizações, e não só empresas: os setores citados incluem nuvem, saúde, fintech, governo, IA de ponta e segurança de IA, e há empresas da Fortune 500.
O número 343 aparece apenas na reportagem do The Register: foi dito por Omer Singer, cofundador e CTO da Glow, em entrevista. O relatório fala em mais de 300.
Para a Glow, 93% das imagens estavam em contas pessoais de funcionários, fora do monitoramento da organização no GitHub.
Como o vazamento aconteceu
Os desenvolvedores pediram aos agentes de código prints de antes e depois de mudanças de tela. Segundo a Glow, o GitHub só permite anexar imagem a um pull request (a proposta de mudança no código) pelo navegador, e o agente trabalha por linha de comando. Para mostrar as imagens ao desenvolvedor, o agente as subiu para um repositório público.
Segundo a Glow, cerca de um terço das organizações afetadas tinham desenvolvedores usando a ferramenta gitshot, com mais de 100 contas públicas.
Segundo a Glow, o agente subiu as imagens para um repositório público para mostrá-las ao desenvolvedor, já que o anexo de imagem em pull request só existe no navegador.
O que isso ensina a quem tem site ou empresa
As situações abaixo são exemplos nossos do que um print de tela pode mostrar, e não casos do relatório:
- Painel de loja virtual: um print de teste mostra pedidos com nome e endereço de clientes reais.
- Tela de configuração: o print inclui uma chave de API ou um endereço interno.
- Agência com várias contas: o desenvolvedor usa a conta pessoal no GitHub, e a empresa não enxerga o que foi publicado.
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O que fazer agora
Entenda
A Glow recomenda auditar além da organização no GitHub, endurecer a configuração das ferramentas de IA, usar controles em tempo de execução, como bloquear a criação de repositório público e o envio de código (push) para conta pessoal, e remover pacotes não verificados como o gitshot. Como boa prática geral nossa:
- Revise o que o agente publica antes de aprovar, principalmente imagens e arquivos novos.
- Use a conta da empresa, com regras definidas, e não a conta pessoal, para o trabalho do site.
- Bloqueie a criação de repositórios públicos onde não for necessário.
- Não use dados reais em prints de teste: prefira dados fictícios.
- Se um print com dado sensível for publicado, apague e troque a senha ou a chave que apareceu. Para revisar o básico, veja Segurança para sites: 10 medidas essenciais.
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Perguntas frequentes
O que é o PixelLeak?
É o nome dado pela Glow ao vazamento de mais de 13.000 imagens internas publicadas no GitHub por agentes de IA de programação.
Quantas organizações foram afetadas?
O relatório da Glow fala em mais de 300 organizações. O número 343 foi dito pelo CTO da Glow ao The Register.
Por que as imagens foram parar num repositório público?
Segundo a Glow, o agente trabalha por linha de comando, e o anexo de imagem em pull request só existe no navegador. Para mostrar as imagens, ele as subiu para um repositório público.
As imagens estavam em contas das empresas?
Segundo a Glow, 93% estavam em contas pessoais de funcionários, fora do monitoramento da organização.