TJMT fora do ar: o que a volta ensina sobre continuidade

  • 29/09/2026
  • 22:52

Sistemas fora do ar, portaria, retomada em 28 de setembro e prazos suspensos: a linha do tempo do TJMT e as lições de continuidade.

Por Redação Eleven Host · @robson.direitodigital · Atualizado em 18 de outubro de 2026 · 3 min de leitura

Arte da Eleven Host com janela de terminal e o título TJMT fora do ar: o que a volta ensina

O expediente e o PJe do TJMT voltaram em 28/09/2026, com prazos suspensos até 30/09. Arte: Eleven Host

O TJMT fora do ar retomou o expediente e o PJe em 28 de setembro de 2026; o ataque tinha sido identificado em 21 de setembro. Para quem depende de um site ou sistema, o caso mostra por que um plano de retomada precisa existir antes da queda.

Linha do tempo da queda e da volta

Segundo a nota oficial do TJMT e a cobertura do Repórter MT, a sequência foi esta:

  • 21/09: o ataque é identificado. A resposta incluiu tirar os sistemas, o PJe entre eles, do ar (as fontes não dão a data exata dessa medida).
  • 25/09: a Portaria TJMT/PRES nº 1.370 é editada pelo presidente do tribunal, desembargador José Zuquim Nogueira.
  • 28/09: o atendimento ao público e o PJe voltam a funcionar.
  • Até 30/09: os prazos processuais ficam suspensos.
  • 01/10: os prazos voltam a contar pelo saldo restante.

As fontes falam em cerca de uma semana de sistemas indisponíveis. As fontes descrevem uma retomada gradual.

A causa foi um ataque. Aqui interessa o outro lado: como se sustenta um serviço durante e depois da queda.

Voltar ao ar é uma etapa. Dizer aos usuários como voltar, e o que ainda pode falhar, é a outra.

Como a volta foi comunicada

A nota orienta quem usa o PJe a acessá-lo digitando o endereço no navegador, e não pelo portal. Ela também avisa que pode haver instabilidade. Outro ponto: as audiências seguem, e o juiz avalia cada caso.

O aviso reúne três elementos que uma loja ou um escritório pode copiar numa versão menor: indica o caminho de acesso, diz que pode haver instabilidade e informa quando os prazos voltam a contar.

O que isso ensina sobre continuidade

Pense em três situações do dia a dia:

  • Loja virtual que sai do ar numa promoção: o que será dito aos clientes? Onde? Quem escreve?
  • Clínica com agenda online: se o sistema cair, quem atende por telefone e com que lista de horários?
  • Time pequeno com um único servidor: quem sabe restaurar, e a restauração já foi testada alguma vez?

Em todas, o preparo ajuda a encurtar o tempo de volta. Veja como testar a restauração em Backup de site: como fazer e testar a restauração.

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Plano de retomada em cinco itens

Entenda

Estas são boas práticas gerais, não orientações do TJMT:

  1. Escreva a ordem de retomada: o que religar primeiro (por exemplo, o que gera atendimento) e o que fica para depois.
  2. Escreva também a lista do que desligar primeiro quando houver suspeita de ataque.
  3. Faça backup e teste a restauração em um ambiente separado, anotando quanto tempo levou.
  4. Tenha um canal de aviso aos usuários que não dependa do sistema que caiu, como e-mail de outro domínio ou redes sociais da empresa.
  5. Publique o endereço correto de acesso e diga o que pode oscilar, como fez a nota do tribunal.

Depois de um incidente de segurança, inclua na ordem de retomada a troca de credenciais e a revisão de quem tem acesso. Anote também quem aprova a volta de cada sistema e quem avisa os usuários quando ele voltar, para que a decisão não dependa de uma única pessoa.

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Perguntas frequentes

Por quanto tempo o TJMT ficou fora do ar?

As fontes falam em cerca de uma semana: o ataque foi identificado em 21 de setembro de 2026 e a retomada ocorreu em 28 de setembro, de forma gradual.

Quando os prazos processuais voltaram a contar?

Ficaram suspensos até 30 de setembro e voltaram a contar em 1º de outubro, pelo saldo restante.

Como acessar o PJe depois da volta?

A nota orienta digitar o endereço no navegador, em vez de usar o portal, e avisa que pode haver instabilidade.

Por onde começar um plano de retomada?

Pela ordem do que religar primeiro, pelo backup testado e por um canal de aviso aos usuários, como boa prática geral.