Ataque hacker no TJMT: o que aconteceu e o alerta
- 29/09/2026
- 11:16
Em 21 de setembro de 2026 o TJMT identificou um ataque e tirou do ar sistemas como o PJe. Veja o que se sabe e o que sites e empresas podem fazer.
Por Redação Eleven Host · @robson.direitodigital · Atualizado em 18 de outubro de 2026 · 3 min de leitura

O ataque ao TJMT foi identificado em 21/09/2026 e expôs logins e senhas criptografadas de usuários. Arte: Eleven Host
O ataque hacker no TJMT foi identificado em 21 de setembro de 2026, e o Tribunal de Justiça de Mato Grosso tirou do ar seus sistemas, incluindo o PJe. Para quem tem site, loja ou sistema, o caso mostra como uma brecha no sistema pode chegar a logins de usuários.
O que aconteceu
Segundo a nota oficial do TJMT, o ataque foi identificado na segunda-feira, 21 de setembro. A origem apontada foi a inserção indevida de um modelo de documento no sistema, no domingo, 20 de setembro, o que abriu a brecha explorada. A cobertura do Repórter MT trata o episódio como incidente de segurança.
Os invasores acessaram logins e senhas criptografadas de usuários. O tribunal informa que não há evidência de acesso a dados pessoais, a decisões judiciais ou a backups.
A resposta incluiu tirar os sistemas do ar, o PJe entre eles, redefinir as credenciais e acionar a Polícia Federal e a Polícia Civil. O atendimento ao público e o PJe voltaram na segunda-feira, 28 de setembro.
Segundo o tribunal, a brecha começou com um modelo de documento inserido onde não devia. Quem pode enviar arquivos ao seu sistema também faz parte da sua segurança.
O que as fontes confirmam e o que não dizem
Confirmado: a inserção indevida de um modelo de documento, a brecha explorada e o acesso a logins e senhas criptografadas. Não detalhado nas fontes consultadas: qual sistema recebeu o modelo, quem o inseriu e como a brecha foi explorada.
As senhas estavam criptografadas e, mesmo assim, as credenciais foram redefinidas, segundo a nota. Para quem administra um sistema, a leitura prática é tratar qualquer acesso a senhas como motivo para trocá-las.
O que isso ensina a quem tem site ou empresa
O caso é de um órgão público, mas a lógica vale para um site de loja, um sistema interno ou um painel de clientes. Pense em três situações práticas:
- Loja virtual: um plugin ou tema recebe um arquivo novo e ninguém sabe quem o enviou. Se qualquer pessoa da equipe pode subir arquivos, qualquer conta invadida também pode.
- Escritório com sistema próprio: modelos de documento, planilhas e templates são conteúdo que entra no sistema. Defina quem pode cadastrar ou alterar esses modelos.
- Agência que gerencia sites de clientes: uma única conta com senha repetida em vários sites transforma um incidente em vários.
Para aprofundar as medidas gerais, veja Segurança para sites: 10 medidas essenciais.
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O que fazer agora
Entenda
Estas são boas práticas gerais da Eleven Host, não recomendações do TJMT:
- Limite quem pode enviar arquivos e modelos ao sistema, e revise o que foi enviado por último.
- Depois de qualquer suspeita, troque as senhas dos usuários, como o tribunal redefiniu as credenciais, e encerre sessões abertas.
- Ative a verificação em duas etapas nas contas de administração, quando o sistema oferecer.
- Mantenha o registro de acessos ligado e olhe para ele: horário, usuário e origem de cada login.
- Use uma senha diferente em cada serviço e um gerenciador de senhas.
- Tenha um contato de quem acionar se algo acontecer, inclusive as autoridades, como fez o TJMT.
Uma lição prática da redefinição de credenciais: para refazer os acessos, é preciso saber quem são os usuários. Mantenha a lista de contas atualizada e remova as de quem já saiu da empresa.
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Perguntas frequentes
Quando o ataque ao TJMT foi identificado?
Em 21 de setembro de 2026, segundo a nota oficial do tribunal. A inserção indevida do modelo de documento é apontada para o domingo anterior, 20 de setembro.
O que os invasores acessaram?
Logins e senhas criptografadas de usuários. O TJMT diz que não há evidência de acesso a dados pessoais, a decisões judiciais ou a backups.
Quem foi acionado para investigar?
A Polícia Federal e a Polícia Civil, conforme as informações publicadas.
Senha criptografada basta para ficar tranquilo?
Não. O próprio tribunal redefiniu as credenciais. Como boa prática, troque as senhas após qualquer suspeita e ative a verificação em duas etapas.